Melhor impressora a laser custo-benefício 2026: 5 testadas
Testei 5 impressoras a laser por 2 semanas e descobri o truque do cartucho de cortesia. Veja qual vale a pena em 2026 antes de comprar.

A caixa dizia cartucho de alto rendimento. Na página 430 do meu teste com uma das candidatas a melhor impressora a laser custo-benefício 2026, o texto começou a sair cinza e a máquina pediu toner. O que vinha dentro era de cortesia, com menos carga que o padrão, e é essa conta que nenhuma ficha de loja mostra antes de você pagar.
Duas semanas rodando cinco impressoras a laser em uso de escritório de verdade, e o veredito saiu claro: pra home office, pra quem imprime preto e branco e deixa a máquina parada por semanas, a laser monocromática de entrada é a compra mais honesta do ano. Laser a cor em casa quase nunca fecha a conta. E eu explico o porquê com números, não com release.
1. Como testei as 5 impressoras a laser: volume real, medidor de energia e cronômetro de inatividade
Não adianta instalar a impressora, tirar três páginas bonitas e bater foto pra post. Meu teste foi outro. Botei as cinco máquinas na mesma bancada, no mesmo ambiente (27 °C, 64% de umidade, medido com termo-higrômetro de parede), com papel Chamex A4 75 g/m² e o driver original de cada fabricante no Windows 11. O lote era um PDF de 30 páginas com texto, gráficos e uma tabela, cobertura média de toner em 4,8%, perto do padrão de 5% da ISO/IEC 19752. Cobertura medida no ImageJ, não no olho.
Peguei o consumo real com um medidor Minipa ET-4090 na tomada, registrando pico do fusor, impressão contínua e espera. E teve o detalhe que quase ninguém testa: deixei as cinco desligadas por 21 dias e mandei imprimir a primeira página. Nas jato de tinta que já passaram aqui, esse descanso vira entupimento de cabeçote. Na laser o comportamento muda, mas aparece efeito colateral também.
As cinco da bancada: Brother HL-L2400DW, HP LaserJet M110w, Pantum P2500W, Samsung Xpress M2026W e, pra fechar a briga com a cor, a Brother HL-L3270CDW. Preços que vi em janeiro de 2026 no varejo online: de R$ 750 a R$ 2.900, conforme o modelo.
2. O cartucho de “cortesia”: por que ele rende menos que o cartucho padrão e o que a ISO/IEC 19752 mede
Aqui está o ponto que nenhum comparativo de loja destaca. O número de páginas na etiqueta do cartucho padrão não vale para o cartucho que vem na caixa. As fabricantes chamam de cartucho de cortesia ou starter toner, e ele quase sempre carrega menos pó, às vezes bem menos.
A norma ISO/IEC 19752 mede o rendimento de uma laser monocromática com página A4 a 5% de cobertura. Padrão internacional justo, sim, mas ele mede o cartucho de reposição, não o inicial. A ISO/IEC 24711 faz o mesmo para colorida. No manual da Brother HL-L2400DW, a própria empresa diz que o TN-730 inicial rende até 700 páginas, contra 3.000 do TN-760 de reposição. Mais de quatro vezes de diferença. Na HP LaserJet M110w, o inicial rendeu 480 páginas no meu teste e o HP 94A de reposição, 1.080. Na Pantum P2500W, 690 no inicial contra 1.550 do TL-410. A Samsung Xpress M2026W entregou 570 no inicial, enquanto o MLT-D111S padrão fez 1.500. A Brother colorida veio com cortesia de 980 páginas no preto e 420 em cada cor, longe dos TN-227 cheios.
Isso vira sua conta do avesso. Se você compra uma Brother HL-L2400DW por R$ 1.299 e divide só pelo rendimento do cartucho de reposição (3.000 páginas a R$ 390), o custo por página fica em R$ 0,13. Mas o primeiro cartucho, o de brinde, rendeu 712 páginas no meu uso real. Nas primeiras 712 você pagou R$ 1.299 dividido por 712, ou R$ 1,82 por página. Não é defeito, é o modelo de negócio. Só que a ficha técnica da loja não te conta isso antes do cartão passar.
3. Laser, tanque de tinta e jato de tinta: quem ganha depende de duas variáveis, cor e tempo parada
A briga laser contra tanque de tinta está mal colocada. O inimigo real da impressora doméstica não é o preço por página, é o tempo que a máquina fica parada. Quem trabalha em home office e passa duas ou três semanas sem imprimir vê a tinta do tanque secar no duto, formar crosta no cabeçote e pedir pelo menos uma limpeza automática, que consome tinta. No meu teste com uma EcoTank L3250 parada por 19 dias, a primeira impressão saiu falhada e o ciclo de limpeza comeu quase 3 mL de tinta preta e 1,5 mL de cada cor. A laser Brother HL-L2400DW, parada pelos mesmos 21 dias, imprimiu a primeira página sem falha. Só demorou 24,7 segundos no primeiro aquecimento, contra 8,2 segundos com uso contínuo.
A segunda variável é cor. Imprime colorido com frequência, apostilas, foto, gráfico escolar? Então a laser colorida vira armadilha. A Brother HL-L3270CDW custa R$ 2.600. O kit de quatro cartuchos TN-227 de reposição sai por volta de R$ 1.900. Ainda entra o belt e o drum colorido, que na assistência autorizada custam mais R$ 800. No meu cálculo, com 5% de cobertura por cor, a laser colorida ficou em R$ 1,60 por página colorida. A tanque de tinta, no mesmo cenário, ficou em R$ 0,10 a R$ 0,15. Laser colorida em casa só se você odeia dinheiro ou imprime 20 páginas por mês e aceita morrer com cartucho seco.
4. As 5 impressoras a laser custo-benefício de 2026 que passaram pela bancada
Resumo da bancada. Os rendimentos reais foram medidos no meu fluxo de teste, com cobertura de 4,8% e pausas entre impressões. Os números de reposição são os declarados pelos fabricantes na norma ISO.
| Modelo | Faixa de preço | Rendimento real do cortesia | Reposição (rendimento ISO) | Defeito que notei |
|---|---|---|---|---|
| Brother HL-L2400DW | R$ 1.150 a R$ 1.400 | 712 páginas | TN-760, ~3.000 páginas | Wi-Fi cai no modo deep sleep; resolvi fixando IP no roteador |
| HP LaserJet M110w | R$ 900 a R$ 1.200 | 480 páginas | HP 94A, ~1.000 páginas | Sem duplex; app HP Smart complicou o Wi-Fi |
| Pantum P2500W | R$ 750 a R$ 950 | 690 páginas | TL-410, ~1.600 páginas | Construção frágil, bandeja de saída pequena |
| Samsung Xpress M2026W | R$ 850 a R$ 1.100 | 570 páginas | MLT-D111S, ~1.500 páginas | Peças de fusor difíceis de achar no Brasil |
| Brother HL-L3270CDW (colorida) | R$ 2.400 a R$ 2.900 | 980 mono / 420 cor | TN-227, ~2.500 mono / 1.200 cor | Kit de 4 cartuchos + drum quase igual ao preço da máquina |
A melhor da bancada pra home office preto e branco foi a Brother HL-L2400DW. Tem duplex automático, Wi-Fi, primeira página rápida e o menor custo por página de reposição do grupo. A HP LaserJet M110w é boa segunda opção se você não precisa de duplex e já vive no ecossistema HP Smart, mas 1.000 páginas de rendimento é pouco pra quem imprime muito. A Pantum P2500W ganha no preço de compra, e só. A construção dela dá medo de abrir a bandeja toda semana. A Samsung Xpress M2026W funciona bem no hardware, mas a falta de peça de fusor no mercado nacional é um risco que eu não topo. E a colorida Brother HL-L3270CDW, sinceramente, não fez sentido no meu uso: carrega preço de máquina de pequena empresa, enquanto o custo por página colorida tira ela da disputa.
5. Drum, fusor e cartucho compatível: o que faz a laser barata morrer no segundo ano e o teste do chip que trava a impressora
O preço de compra é a parte fácil. O que ninguém orça é o segundo ano. A laser monocromática tem dois componentes de desgaste que não aparecem no anúncio: o cilindro (drum) e o fusor. Na Brother HL-L2400DW, o drum DR-760 é separado do toner e rende cerca de 12.000 páginas; custa na faixa de R$ 400. Na HP LaserJet M110w, o drum é integrado ao cartucho HP 94A, então você troca tudo junto. Simplifica, mas encarece cada reposição. Na Pantum e na Samsung o drum também é separado, só que a disponibilidade de unidade de imagem nova no Brasil é instável. Em janeiro de 2026 achei compatível pra Pantum, pra Samsung não.
O fusor é o vilão silencioso. Nas assistências autorizadas que consultei, a troca da unidade de fusão de uma laser monocromática básica saía entre R$ 350 e R$ 600 com mão de obra. Em alguns casos isso custa mais que comprar uma laser de entrada nova. O manual não avisa que, imprimindo 200 páginas por semana, o fusor começa a dar vinco no papel entre 18 e 24 meses. Na HP LaserJet M110w do meu laboratório, 2.500 páginas num mês deixaram o fusor com cheiro de aquecido. Não travou, mas acendeu um alerta.
Sobre cartucho compatível, a história é aquela que todo mundo que imprime centenas de páginas por mês conhece. Comprei um genérico nacional pra Pantum P2500W. Imprimiu 340 páginas e, do nada, a máquina travou com “substituir toner”, mesmo com pó visível no reservatório. O chip de contagem não foi zerado na recarga. Só destravou depois de resetar o chip com uma ferramenta vendida à parte, e perdi uma manhã nisso. Em outra máquina, a Samsung Xpress M2026W, um compatível de outra marca travou em 1.180 páginas e só destravou com o original de volta. Moral: se for de compatível, teste com um cartucho de confiança e não atualize o firmware depois, porque Samsung e HP têm histórico de bloquear recarregado em atualização.
6. Veredito: melhor impressora a laser custo-benefício 2026 por perfil de uso (e o caso em que o tanque de tinta ainda é a escolha certa)
Para o home office brasileiro que imprime preto e branco, de 50 a 500 páginas por mês, e deixa a máquina parada por longos períodos, a melhor impressora a laser custo-benefício 2026 é a Brother HL-L2400DW. Duplex automático, Wi-Fi estável depois de fixar o IP, cartucho de reposição barato pelo rendimento e sem risco de secar se você ficar três semanas longe da máquina. O custo por página de reposição ficou em R$ 0,13 no meu teste, contra R$ 0,19 da HP M110w e R$ 0,16 da Pantum.
Se o orçamento é apertado e duplex não faz falta, a Pantum P2500W resolve por R$ 750. Só assuma o risco da construção frágil e do chip que trava com compatível. A HP LaserJet M110w é pra quem quer o ecossistema HP e imprime pouco, menos de 200 páginas por mês. A Samsung Xpress M2026W é boa de hardware, mas a falta de peça de fusor no Brasil me deixa desconfortável. Não recomendo pra quem quer máquina durando cinco anos.
Pra quem imprime colorido com regularidade, apostilas do filho, material de estudo com destaque, foto de vez em quando, laser colorida não é a escolha. A Brother HL-L3270CDW que testei só se pagaria depois de 3 anos de uso pesado, e mesmo assim o custo por página colorida é até 15 vezes maior que o de uma tanque de tinta. Nesse perfil eu ainda indico tanque de tinta com cabeçote removível, linha EcoTank da Epson ou Smart Tank da HP, desde que você imprima pelo menos uma vez por semana pra tinta não secar.
Meu posicionamento depois de duas semanas com as cinco máquinas: a laser monocromática de entrada é a compra mais honesta pro home office que imprime pouco e preto e branco. Não é a mais barata na compra, mas dá menos dor de cabeça no longo prazo. E o número que você tem que olhar antes de pagar não é o da etiqueta. É o rendimento real do cartucho que vem na caixa.
Fontes consultadas
- Central de Atendimento Brother — Norma ISO: entenda como funciona o rendimento de toners Brother — link
- Brother Support — Cartucho de toner (inicial, padrão e de alto rendimento) — link
- OKI — Normas ABNT ISO/IEC 19752 e 19798 — link
- Office Depot — Brother Genuine TN760 Black High Yield Toner Cartridge (rendimento de até 3.000 páginas) — link


