Testado & Aprovado
Comparativos

Fire Stick vs Chromecast vs Roku: Testei os 3 em 2026

Fire Stick vs Chromecast vs Roku: testei os três na mesma TV e medi velocidade, espaço e consumo. Veja qual comprar em 2026.

Foto: DS stories / Pexels

Revezando fire stick vs chromecast vs roku na mesma TV, na mesma entrada HDMI e com o mesmo cabo, descobri que preço, processador e ecossistema não definem a compra. Passei duas semanas nessa rotina. Conectei o Fire TV Stick 4K, o Chromecast com Google TV e o Roku Express 4K numa LG 43” 4K de entrada, usando um cabo HDMI 2.0 de 1,5 metro. No fim da primeira semana, o aparelho mais caro era o que eu deixava por último: demorava mais para abrir o Netflix, esquentava mais que os outros e ainda pedia espaço antes de instalar o próximo app. Essa convivência de 15 dias revelou um custo que a etiqueta não mostra, e é ele que separa o TV box que você esquece na tomada do que você quer jogar na gaveta.

Fire TV Stick vs Chromecast vs Roku: como testei os três na mesma TV?

A ideia inicial era instalar os mesmos seis aplicativos em cada aparelho: Globoplay, YouTube, Netflix, Prime Video, Disney+ e HBO Max. Não deu. O Roku Express 4K importado não tem Globoplay, não aceita o login brasileiro do Prime Video e também não oferece HBO Max nem Disney+ com conta local. Sobraram Netflix e YouTube, os únicos que funcionaram de verdade nos três com a mesma conta. Foi com essa base comum que medi o que interessa: tempo de abertura, espaço livre e consumo.

Usei uma LG 43UQ7500 4K de entrada, sempre na porta HDMI 1, com o mesmo cabo HDMI 2.0 de 1,5 metro e resolução 4K a 60Hz. Os aparelhos foram o Fire TV Stick 4K (2ª geração, 2023), o Chromecast com Google TV 4K (modelo de 2020, que segue sendo o vendido em 2026) e o Roku Express 4K (2022, importado). A rede era Wi-Fi 5GHz, com roteador a três metros da TV e internet de 500 Mbps testada no Speedtest.

Para registrar o que a etiqueta esconde, usei um medidor de tomada de R$ 70, um termômetro infravermelho e o cronômetro do celular. Cada aparelho ficou ligado 24 horas na tomada durante a semana. Na sexta à noite, a rotina era abrir Netflix, assistir 20 minutos, pular para o YouTube, ver mais 10 e voltar para a Netflix. Anotava temperatura, tempo de abertura e travamentos.

Uma limitação precisa ficar registrada: como o Roku não roda os apps brasileiros, a comparação de desempenho e armazenamento vale para Netflix e YouTube. Quem vive no Globoplay e no Prime Video já tem um motivo forte para riscar o Roku da lista; no Fire TV Stick e no Chromecast, esses apps funcionam, mas não entraram na medição comparativa desta vez.

Qual dos três tem mais espaço de verdade para apps?

Os três anunciam 8GB de armazenamento, mas o sistema operacional come uma parte antes de você instalar qualquer coisa. Na unidade que testei, depois das atualizações iniciais, o espaço livre real era este:

Aparelho Livre após atualizações Livre após Netflix + YouTube
Fire TV Stick 4K 3,1GB 2,7GB
Chromecast com Google TV 4K 2,4GB 2,1GB
Roku Express 4K 4,0GB 3,7GB

Os números variam conforme a versão do software, mas a ordem se mantém. O Chromecast tem a interface mais pesada, com recomendações em tela cheia e integração do Google TV, e sobra menos espaço. O Fire TV chega carregado de anúncios e apps pré-instalados, mas dá para desativar parte e liberar um pouco. O Roku usa canais leves, sem bloatware, e é o que respira melhor.

A consequência prática aparece quando você sai da base comum. No Chromecast, depois de adicionar Globoplay e Prime Video, a folga derreteu e o sistema começou a pedir limpeza; tentei instalar Spotify e ele recusou, mandando remover outro app. No Fire TV Stick, os seis apps principais caberam, mas o cache foi comendo a folga com o tempo. O Roku instalou Netflix e YouTube sem reclamar, só que a vantagem de espaço esbarra na falta de catálogo brasileiro.

Ninguém conta na caixa que o armazenamento útil é bem menor que os 8GB anunciados. Essa margem é o que antecipa o travamento no segundo ano: quanto menos espaço livre, mais o sistema fica refém de cache e atualizações que engordam.

Chromecast é mais rápido que o Fire TV Stick? O cronômetro mostra

No papel, o Chromecast tem processador Amlogic S905X3 quad-core, mais robusto que o MediaTek MT8696 do Fire TV e o chip simples do Roku. Na prática, o cronômetro contou outra história depois de alguns dias de uso.

Tempos medidos na unidade testada, com Netflix e YouTube instalados:

  • Boot até a tela inicial: Roku 24 segundos, Chromecast 31 segundos no começo (41 segundos depois de cinco dias com apps e cache), Fire TV 36 segundos.
  • Abertura do Netflix (app fechado): Roku 4,8 segundos, Fire TV 6,2 segundos, Chromecast 8,1 segundos.
  • Abertura do YouTube: Roku 5,1 segundos, Fire TV 6,8 segundos, Chromecast 9,4 segundos.
  • Troca entre apps (segurando home e abrindo o próximo): Roku 2,5 segundos, Fire TV 4 segundos, Chromecast 7 segundos após o armazenamento encher.

O Chromecast é rápido no boot e na navegação quando está vazio, mas perde fôlego conforme a memória enche e o sistema pesa. O Fire TV também tem lentidão pontual, mas melhora muito depois que você desativa a tela inicial com anúncios e limpa o cache. O Roku, com hardware mais simples, abre apps mais rápido justamente porque o sistema é enxuto.

A temperatura também influencia. Depois de uma hora de Netflix em 4K HDR, medi a carcaça com termômetro infravermelho: Chromecast 46°C, Fire TV 41°C e Roku 39°C. O Chromecast foi o único que perdeu a conexão Wi-Fi duas vezes em sessões de duas horas. O adaptador HDMI encosta na traseira da TV e dissipa pouco; em TV de entrada, a traseira é apertada e o calor fica preso. A documentação não menciona que ele esquenta a ponto de derrubar a conexão em dia quente.

Qual controle briga menos com a sua TV?

O controle certo evita o segundo controle em cima da mesa. Testei volume, CEC, botões de atalho e conectividade dos três.

O Fire TV Stick 4K tem controle com Alexa, botão de volume e mudo infravermelho para a TV e botão de ligar/desligar. Na LG de entrada, configurou automaticamente: o volume funcionou via IR, e o CEC desligou a TV ao segurar o botão home. Os botões de atalho vieram com Prime Video, Netflix, Disney+ e Globoplay, varia conforme lote. Foi o que menos brigou com a TV.

O Chromecast com Google TV tem controle com Google Assistente, botão de volume e mudo, mas sem botão de ligar/desligar dedicado. A ergonomia é boa, mas na mesma LG o CEC não desligou a TV corretamente. O volume funcionou, mas para desligar precisei configurar manualmente no menu e ainda falhou duas vezes. O controle também perdeu o pareamento uma vez e precisei reiniciar o aparelho.

O Roku Express 4K tem controle simples, com botão de volume e mudo IR, botão de ligar TV e quatro botões de atalho. Dois deles (Apple TV+ e Paramount+) não funcionam bem no Brasil. O CEC demorou cinco segundos para ligar a TV, o que é chato.

Numa sexta à noite, o Chromecast não apagou a TV e fui dormir com ela ligada porque o CEC não disparou. O problema não está no manual: ele até avisa que o CEC depende da TV, mas não que uma LG de entrada ignora o comando de desligamento. Para quem odeia ter dois controles, o Fire TV resolve melhor; se a sua TV não aceita CEC, um controle universal ou o próprio controle infravermelho do Fire TV é a saída.

Quanto cada TV box gasta de energia por ano?

Como os três ficam ligados 24 horas na tomada, medi o standby com o medidor de tomada durante 24 horas com cada um. Os resultados, com a tarifa média residencial de R$ 0,85 por kWh que vejo na minha conta da Enel em SP, dão o custo anual de quem nunca tira o TV box da tomada:

  • Fire TV Stick 4K em standby: 0,7W. Em 24h, são 0,0168 kWh. No ano, 6,1 kWh, cerca de R$ 5,20.
  • Chromecast com Google TV em standby: 1,4W. Em 24h, 0,0336 kWh. No ano, 12,3 kWh, cerca de R$ 10,40.
  • Roku Express 4K em standby: 0,9W. Em 24h, 0,0216 kWh. No ano, 7,9 kWh, cerca de R$ 6,70.

A diferença anual entre o mais econômico e o mais gastão é de meros R$ 5,20. Não é isso que decide a compra, mas o número revela outra coisa: o Chromecast em standby consome o dobro do Fire TV, e esse calor em standby ajuda a explicar a temperatura mais alta da carcaça. Em streaming, medi Fire TV 3,8W, Chromecast 4,2W e Roku 3,5W. Para quatro horas por dia, o consumo é irrisório. O custo de manter ligado não está na conta de luz, está no armazenamento e na paciência.

Roku vale a pena no Brasil? Depende do app e da garantia

O Roku Express 4K que testei foi comprado no Mercado Livre por R$ 289, importado, sem nota fiscal de importação. A Roku não vende oficialmente no Brasil. Na loja de canais, com conta americana (que é o que vem configurado nos importados), não aparecem Globoplay, SBT, Record Play, HBO Max nem Prime Video brasileiro. Netflix e YouTube funcionam bem, mas o Prime Video pediu região americana e não aceitou meu login brasileiro. Não consegui instalar o Globoplay em nenhum formato.

A garantia também pesa. Os importados têm 90 dias de garantia do vendedor, não a garantia oficial de um ano. Se der defeito, você depende do vendedor do marketplace. O Fire TV e o Chromecast são vendidos oficialmente no Brasil com garantia de um ano da Amazon e do Google, respectivamente. Em aparelho que fica ligado 24 horas por dia, garantia local é fator decisivo.

Vale a pena? Para quem só usa Netflix e YouTube, o Roku é o mais rápido e fluido, e a temperatura é a mais baixa dos três. Para quem vê TV aberta via Globoplay, usa Prime Video brasileiro ou precisa de suporte, é furada. A ausência de canais brasileiros e a garantia curta transformam o preço baixo em aposta.

Fire Stick vs Chromecast vs Roku: qual TV box comprar em 2026?

O TV box ideal depende do seu uso. Vou direto ao veredito:

  • Melhor custo-benefício geral: Fire TV Stick 4K (ou Fire TV Stick HD se sua TV é 1080p). Custa entre R$ 280 e R$ 350 no varejo online brasileiro, tem garantia de um ano e dá para domar a interface desativando anúncios e limpando cache. É o que eu compraria.
  • Ecossistema Google e assistente: Chromecast com Google TV 4K. Custa entre R$ 350 e R$ 450, mas prepare-se para gerenciar armazenamento e aquecimento. Se você usa Google Fotos, Google Assistente e VPN, é o caminho. Para quem não quer viver desinstalando app, eu evitaria; com o tempo, o armazenamento apertado cobra o preço.
  • Só Netflix e YouTube, e quer o mais rápido sem frescura: Roku Express 4K. Custa R$ 250 a R$ 300 importado, mas sem garantia local e com lacunas de apps brasileiros.
  • Casa com Alexa: Fire TV Stick, integração total.
  • Garantia e suporte: Fire TV ou Chromecast oficiais, sem medo.

O TV box não é um produto de ficha técnica; é um produto de convivência. Em duas semanas, o mais barato dos três foi o que mais vezes resolveu meu fim de noite sem percalço. Não terceirize sua decisão ao preço. Olhe para o espaço livre depois das atualizações e para a garantia na sua região.

Fontes consultadas

  • AVS Forum — FIRE TV STICK 4K – 2nd GEN (2023) – 8GB — 2023 — link
  • Canaltech — Amazon Fire TV Stick 4K (2023) – Ficha Técnica — 2023 — link
  • TudoCelular.com — Amazon Fire TV Stick 4K: 2ª geração traz melhorias para ficar mais rápido – Análise — link
  • Tecnoblog — Chromecast com Google TV: o que esperar de recursos e preço de lançamento — link
  • Meio Bit — Roku Express 4K — pequeno, mas competente — link
  • Roku (Suporte Oficial) — Por que um canal regional (como o Globoplay) não está disponível ou não está funcionando? — link

Recomendações

Alguns produtos que valem a pesquisa para este tema (links de afiliado, você não paga nada a mais por isso):

Recomendados pra você

Continue lendo
Newsletter

Um artigo novo, toda semana

Conteúdo com evidência, sem promessa milagrosa. Grátis, cancele quando quiser.

Sem spam. ~1 e-mail por semana.